Atividade no Paraná. Galego, Português e Brasileiro: semelhanças e contrastes.

A próxima quinta-feira 9 de junho terá lugar na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, a atividade Galego, Português e Brasileiro: semelhanças e contrastes, organizada pelo Grupo de Pesquisa em Intercompreensão em Línguas Românicas FLORES-UFPR.  Participarão como palestrantes os professores da Universidade de Santiago Henrique Monteagudo e Rosario Álvarez, e o ato será apresentado pelo professor e linguista Carlos Alberto Faraco.

A atividade começará às 16:30 horas no Anfiteatro 1100 do edificio Dom Pedro I.

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7 opiniões sobre “Atividade no Paraná. Galego, Português e Brasileiro: semelhanças e contrastes.”

  1. Debates que procurem um melhor conhecimento da diversidade portugalega acho que são fundamentais, tanto na Galiza quanto no Brasil ou Portugal. Situar em igualdade as três variedades linguísticas, conhecer tudo o que ainda nos une, mas também as importantes diferenças que existem, contribui a construir um conceito de lusofonia aberto, plural e muito diverso. Para os galegos é imprescindível ter bem mais relação com os falares brasileiros e portugueses para que o conjunto da população os sinta como próprios, dentro da diversidade da língua, para que se naturalize. Mas para os brasileiros também é importante saber do galego, que não só eles são que se distanciam do português padrão de Portugal, e que essa diversidade linguística enorme que hoje existe no Brasil é algo que suma à língua e que nos deve fazer sentir muito mais orgulhosos de falá-la. Ao final, no Brasil o debate é sobre o empoderamento ou não da sociedade, de superação ou não da discriminação e dos preconceitos, e da construção de um país mais justo.
    Outra coisa, é claro, é se o que os professores vão dizer lá, a imagem do galego que vão projetar, é a que pode ser mais interessante desde um ponto de vista sociolinguístico para Galiza, mas isso já é outro debate…

    1. Concordo em género, número e grau, sobretudo pelo facto de viver as 3 realidades: portuguesa (do Norte, logo, geograficamente muito próxima da Galiza), linguisticamente “em casa” na Galiza porque lá é escusado o Portunhol! Falo português directo já que o Galego tem tudo a ver com o Português, e, com 15 anos de Rio de Janeiro (e curso de Letras da PUC-RJ) enquadro-me bem na vertente carioca da língua! 🙂
      Prezo imenso a nossa língua comum, em qualquer do seus registos e tive professores fantásticos na PUC-RJ que me incutiram ainda mais esse espírito e esse gosto pela diversidade nas semelhanças.
      Por isso, e sobretudo nesta malfadada época de Acordo Ortográfico imposto à martelada (sou contra, pelo que poderão perceber), acho que iniciativas como esta são extremamente importantes no sentido de solidificarmos cada vez mais as nossas bases linguísticas respeitando a evolução cultural e social das mesmas e não por decreto, não nivelando tudo por baixo!
      Ah! Pena tenho eu de estar aqui tão longe…
      Parabéns pela iniciativa e muito sucesso, vou ficar aqui torcendo. e se houver algum material que possam disponibilizar, desde já, fico eternamente grata.

    2. Caro Denis, é capaz de ser como indicas. És uma pessoa de bom coração e desejo-te o melhor neste evento.

      Como contribuinte e ativista da língua preferia que se enviasse pessoas ao Brasil a falar de que a língua que elas falam nasceu no Reino da Galiza e que ao carecer de estado próprio ou propício, está num avançado processo de substituição linguística, formal e social, polo castelhano.

      Os dous palestrantes em questão poderiam fazer isso? Talvez

      Acharia muito mais eficaz indicar que o português BR ou PT ou ANG é um reforço imenso para o galego, tenha-se a ideia que se tiver sobre a sua identidade. Infelizmente, desde há 35 anos, os alunos que saem do sistema educativo não são informados do alto desempenho que têm em português polo facto de serem galegos.

      Os dous palestrantes em questão poderiam falar disto? Não creio, são cúmplices desse vazio. .

  2. Gostei da “vertente carioca” da língua.
    Eu, pelo meu lado, enquadro-me bem na “vertente caipira” da nossa língua! E a falo muito bem, ora pois !

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