Entre a luz que dá vida e o sangue que faz renascer: ensaio sobre A luz e as súas cicatrices, de Eva Veiga

Manuel Pereira Vieira

Aluno de Língua e Literatura Galega na Universidade Nova de Lisboa

Non evoluiriamos senón fose pola utopía. E máis, se non hai utopía é a morte. Se cadra, non acadamos o soño completamente (a utopía é atópica), pero polo camiño xa imos mellorando e atopamos novas terras.

Eva Veiga[1]

Deves saber que só quem luta por dentro da escuridão terá algum dia a sua própria quota de sol.

Odisseas Elytis, Lovada Sejas Axion Esti

  1. Sobre a autora

Eva Veiga nasceu em Ombre (concello de Pontedeume – A Coruña), a única patria que recoñezo como tal” a 22 de Outubro de 1961. Segundo a sua autobiografia (AELG), “Dúas pontes atravesaban a Ría de Pontedeume: a de pedra e a de ferro ou do tren. Pola primeira fun, cando tiña dez anos, a estudiar a Mugardos a E.X.B. Pola segunda, marchei primeiro a Coruña e logo a Compostela para realiza-los estudios de Filoloxía Inglesa”. Formou-se em Filologia Inglesa na Universidade de Santiago de Compostela (Veiga, 2002).

Um dos episódios mais interessantes da sua vida remete-nos à sua infância. Aos quatro anos, ouve a mestre da escola unitária de Ombre (Dona Carmen) “ler un poema sobre un verme de seda que se metamorfoseaba en bolboreta” (Seara, 2010: 149), o que proporcionou a “experiencia estética mais intensa da miña vida. (…) Na hora do xantar dixen que quería ser poeta e os da casa non sabían se rir ou chorar” (autobiografia). A partir desse encontro, a autora vai desmultiplicar o seu olhar para tudo o que a rodeia, guardando as melhores memórias da infância, esse paraíso perdido que aparece tantas vezes na sua poesia.

Começou a sua carreira profissional como jornalista, trabalhando en El Ideal Gallego e, pouco depois, foi trabalhar na recém-inaugurada Televisión de Galicia, onde vai dirigir programas culturais, de entrevistas, telejornais e talk-shows. Nesse contexto, ganha dois prémios TP, o Premio Galicia Comunicación e o Premio do Colexio dos Arquitectos de Galicia. Ganha também o Premio de Honra da UNESCO, pela série documental Galicia no Tempo (1991). Segundo a autora, a carreira intensa deixou pouco tempo para a criação poética, sendo que apenas em 1993 publica o seu primeiro livro, Fuxidíos, recebendo o Accesit do XII Premio Esquío de Poesía (1992).

Em 1993, estava a realizar cursos de direcção de cinema e teatro, quando lhe foi diagnosticada leucemia, necessitando, mais tarde, de fazer transplante da medula óssea, o que efectivamente provocou um “cambio de agullas na miña traxectoria vital e profissional”. Do ponto de vista da escrita, a infância, a terra natal, a doença e a convalescença tiveram um impacto sobre aquilo que vai cantar, como se poderá verificar no livro de poesia publicado em 1999, Paisaxes do baleiro. No tempo que mediou o primeiro e o segundo livro, colaborou em várias publicações, nomeadamente com um artigo semanal, no jornal O Correo Galego. Publicou também alguns “relatos cortos” como “A ventá” ou “O xornal”. Em 1994, vai realizar com o pintor Alfonso Costa, o cartafol de poemas gravados Paisaxes do baleiro, a que dará o título homónimo do seu poemário de 1999.

Em 2002, vai publicar um guia sobre Santiago de Compostela, Santiago, Cidade de peregrinación. Vai ainda escrever o livro Alfonso Costa com Ánxeles Penas, um detalhado estudo sobre vida do artista. Outro aspecto verdadeiramente interessante no seu percurso poético foi a fundação do Grupo Oriol, em 2004, com os músicos Bernardo Martínez (“percusión miúsa, xoguetes sonoros e clarinete”, Seara, 2010: 152) e Fito Ares (travesseira e saxos”, idem). O grupo tem levado os seus recitais poético-musicais por toda a Galiza, mas também tem promovido espectáculos internacionalmente.

Apesar das múltiplas experiências pessoais e profissionais descritas, a sua obra tem passado essencialmente pela poesia. Neste âmbito, publicou os seguintes livros: Fuxidíos (1993), XII Prémio Esquío de Poesía; Paisaxes do baleiro (1999); A pedra insomne (2002); A luz e as súas cicatrices (2005); Desconcerto (2006); Poemas do Eume (2009); A frecha azul do teixo (2010); Nesta hora imposible (2010); A distancia do tambor (2014), Premio Fiz Vergara Vilariño (2014) e Premio da Asociación de Escritores en Lingua Galega, como melhor livro na modalidade de poesia (2015); Soño e vértice, vencedor do certame de Poesía do Concello de Carral (2015).

  1. Sobre A luz a as súas cicatrices

Antes de começar a falar da obra que norteará o nosso ensaio, talvez seja interessante fazermos referência a Paisaxes do baleiro (1999), segundo livro de Eva Veiga, publicado seis anos depois do primeiro, após um longo período de convalescença. A este propósito, diz-nos Francisco Fernández Naval que “é o diário dunha resurrección, logo de contemplar a substancia das sombras. É o canto dun ser que foi paxaro, circunstancia da que ainda garda o corazón substancial memoria”, ou seja, está plasmado nessa obra uma reivindicação da vida após a desmantelamento dos alicerces, a reconstrução de um novo fio que a Parca tinha deixado solto. É o rexurdimento e a regeneração positiva da ave que volta a ensaiar o seu voo e os longos alcances:

Eu vivo por esta alegría central e diminuta

radial desexo e tamén radiante

Que nunca arriba pero arriba ascende

indivisible.” (Paisaxes do baleiro)

A luz e as súas cicatrices foi publicado em 2005 pela Colecção Esquío de Poesía (Esquío-Ferrol), sendo o quarto livro de poesia de Eva Veiga. O prefácio é de Luz Pozo Garza (2005) e constitui uma interessante porta de entrada na obra. Apesar de o considerarmos demasiado complexo e hermético para o comum leitor, situa a obra nos seus aspectos temáticos essenciais: a luz, as mãos, o sangue, a salvação, a infância… A poeta é dona da palabra creadora, vtal que revela un mundo metamorfoseado, lepidoptérico, riquíssimo que xa non é ‘real’. Como a bolboreta xa non é crisálida” (p. 10). Luz Pozo Garza dá-nos conta de uma obra que também se metamorfoseia e se renova a cada passo, dado que a autora utiliza temáticas e conceitos polissémicos e polissignificativos, passíveis de múltiplas experiências e interpretações (“a palabra debe ter visión prismática. (…) A ambición máis grande do escritor non é o proprio libro que escribe, senón o libro que escrebe con cada un dos lectores, que será distinto”. Entrevista a Daniel Fernández, 2014).

O livro apresenta setenta e três poemas de pequena-média extensão, setenta e dois sem título e um, o último, intitulado “Infancia”, como se se tratasse, a nosso ver, de um retorno, após o caminho de descoberta e conquista da luz. A epígrafe corresponde a um poema de Odisseas Elytis, poeta grego Nobel da Literatura (1979), apontando alguns eixos semânticos da obra, nomeadamente os olhos, a ave, o sol e a procura da luz: “(…) Aí onde estás agora miña triste árbore da luz… onde estás árbore da luz”.

O primeiro poema (tão simplesmente “Este sangue veu buscarme”) vai remeter-nos ao início da viagem que a autora vai convidar o leitor a fazer. O sangue é, na sua obra poética, uma constante, porque ligado à vida, àquilo que não se vê, mas que é tão essencial à funcionamento vital, uma espécie de seiva que permite a existência. Numa entrevista, quando questionada sobre a recorrência dessa imagem, ela responde, com humor e seriedade: “é que son transplantada de medula e, claro, ao ter esa experiencia aprendes que no sangue está todo, que é a verdadeira memoria humana. A medula é como a fonte, o manancial. Aí nace o sangue, naces ti… A min gústame moito ir onde nacen os ríos. O borboriño da auga lémbrame o borboriño da miña medula” (Entrevistra de Montse Dopico, 2014).

Ainda sobre a mesma temática, o pequeno poema 13 vai reiterar essa ideia primordial, do princípio de tudo, quase numa evocação à criação do mundo e ao paraíso perdido, onde tudo era primavera, mas onde tudo se perdeu, afinal: “Houbo unha primavera do mundo, / Está no meu sangue”. Esta temática da génese primeira, o “primeiro estalido epifánico” (Seara, 2010: 154) das coisas, será novamente reforçada no poema 43, quando a poeta escreve: “De súpeto, abro as mans e escoito a música / da tarde que pousa como un paxaro, / entregada coma área finíssima / na qual se desfai o primeiro estourido / das galáxias (…)”.

A luz é, portanto, o princípio, a substância vital de tudo, “unha artéria aberta” (poema 62) que produz e permite todas as experiências possíveis, desde a vida, a morte e o “rexurdimento”. Nesta obra, a luz incide em todas as direcções e entra em todas as frestas, porque, afinal, “Nun principio foi o círculo de luz / como se unha ave existira antes / de medir o infinito” (poema 29). Segundo Teresa Seara, o tema da luz já se manifestava na sua primeira obra, Fuxidíos, quando escreveu:

No rompimento do seu nome

contra as cousas

sígoa en perplexa intuición

que ainda non é decidida vontade

de ser luzada

Nesse instante cego quero habitala

pois devén humana

apoteose creadora que xa sinala

verbo salvador da ausencia dela

(…)

E a luz transcorre o corpo inmóbil e parece que anda.

O seu caminho poético intensifica-se e a claridade vai tomando lugar às sombras, nessa tentativa de iluminar tudo o que rodeia o sujeito poético: o corpo de um “tu”, o rio, o mar, as árvores, os pássaros, a ausência, a horta da avó, o tempo e a própria morte. Mas “todo chega e passa vertixinosamente / e apenas reparamos na constelación / que nas mans levamos como algo inxplicable” (poema 31). Apesar de tudo, há uma profunda consciência da efemeridade da vida e da sua complexidade e antagonismos, como demonstra o poema 48, bem ao jeito da temática barroca da transitoriedade do tempo simbolizada pela rosa: “Estraña condición o ser da rosa: / Ser outra cousa, non ser rosa. / Ser cruz que mide a perfección do círculo. E sangra”.

No entanto, parece haver sempre uma esperança, a possibilidade do renascimento, apesar das cinzas da destruição ou do tempo que passa, fugidio: “O mundo / na súa esfera de luz / na súa noite redonda / agroma e morre interminablemente / pois non hai limite para o xa aconteceu” (poema 50). E, neste sentido, tudo passa invariavelmente, tudo pode tomar feições diferentes do que já foi e do que será, ideia que envolve novamente o conceito de reconstrução a partir das ruínas do sujeito, mesmo que o mundo reconstruido se possa apresentar no seu (suposto) avesso: “Veleiros de luz / sucan un tempo anterior / e, porén, chegaran pontuais / a entregar o futuro / que toda a terra espera / mentres os homes constrúen gaiolas / para os deuses” (poema 52, III).

Se a luz tudo pode iluminar e abarcar, não é menos verdade que a procura dos mistérios da luz pode trazer alguma dor associada, de onde podem surgir as cicatrices. A dor de perseguir a luz é sempre produtiva malia as cicatrices que vai plasmando sobre a nossa pel, malia a dureza do propio tránsito en pos dela (…). Así constatamos que aquel que experimentou a gravidade máxima, oscilando a un paso do baleiro extremo, o mesmo que mirou á luz de fronte, debe reorganizar as súas estruturas físicas e, sobre todo, mentais para saír desa amarga experiencia máis lúcido, máis forte, máis sabio” (Seara, 2010: 157). A vida é, portanto, a eterna procura e as suas consequências, uma simultaneidade de contradições que, no fim, não se revelam tão opostas quanto isso, como nos diz o seu poema 2: “Un día chegas a esta extensión / da mirada. / Non sabes de onde vés porque non vés / dun lugar. (…) Estás aqui / xa para sempre / anel de olvido ou de memoria. / Pero, imposible /non ser luz e a súa cicatriz”.

A poeta vai referir-se a estas cicatrizes como um mal necessário, resultado de uma aprendizagem ininterrupta, sinal físico da dor e do crescimento evolutivo do Homem como pessoa: a cicatriz é“a pegada de algo que deixou unha impresión forte. Todas as impresións fortes levan en si o gozo da revelación, porque a revelación é aprendizaxe, e por outro lado a dor. (…) a vida ensínanos que a dor, que é algo que non eliximos, fainos ver cousas que antes non eran para nós visibles. A dor en si só pode embrutecer, pero temos capacidade de transformala en camiño, en visión, en luz. (…) é como un catalizador, que axuda a ver, como se nos aparecesen máis ollos” (Dopico, 2014). Na verdade, toda a escrita poética de Eva Veiga a que tivemos acesso resulta precisamente dessa maturação da dor e da cicatriz, ou seja, transfere para o leitor um sentido além da pele das coisas, um ensaio transcendente de significação de tudo o que está a ser lido. Talvez, por isso, à primeira leitura, o livro não seja muito acessível, exigindo um nova leitura que promove o desvelamento dos sentidos ocultos de cada poema e de cada palavra.

O sujeito poético da obra deseja, pois, uma experiência de totalidade, o ser e o não ser das coisas, a afirmação e a sua negação: ser, simultaneamente, água e ar, sangue e corpo, árvore e pássaro, numa ânsia de liberdade e num despojamento de definições rigorosas e apertadas. Ser luz, apenas. Irradiar para todas as direcções e entrar em todas as frestas e penetrar em todos os elementos: “Ser luz / sem corpo que a prenda / ou a limite / Ser luz / antes e depois da sombra. / Ser luz / a pesar da cinza / que nos acusa e nos garda” (poema 60).

Outro dos eixos que nos parece ser fundamental nesta obra é o telurismo das imagens e das experiências, evocadas pelos elementos e símbolos apresentados (o rio, o mar, a terra, as aves, entre outros…) inevitavelmente ligados à memória do passado e da infância familiar. Por esse motivo, são invocadas por várias vezes a “nai” e a “avoa”, repositório do amor mais puro e mais verdadeiro. Diz Eva Veiga na sua autobiografia (AELG): Quizáis sexa porque sinto certa avidez de vivir, como naquelas tardes de infancia na aldea, tardes de plenitude que só o poema é quen me pode devolver”.

Consideramos importante a reflexão que Teresa Seara faz sobre esta temática, ao salientar que “esta recreación do passado conleva para o eu sempre un fondo pouso de melancolía porque a vida é á vez resistencia fronte ás agresións inherentes ao paso do tempo e tamén saudade de todo o canto que se vai deixando” (2010: 159). O poema “Infancia”, último do poemário, vai tentar restaurar esse tempo perdido, essa “mirada do ceo sobre a auga” (poema 35), não esquecendo que, apesar de todos os ensaios ou tentativas de voo (anábase), “somos apenas un bafo indeciso / na velocidade da luz” (poema 41), o que denota um ligeiro tom de desamparo e uma certa melancolia na recta final (eterno retorno?) do livro: “Eu gárdote / sen a túnica e sen o ceptro, pero reinando. / E espréitote por unha porta entreaberta (…). Quisera levarche agora en brazos / e aliviarte as feridas co doce / sabor da terra, pero nunca te alcanzo ao cabo / da miña man. / Quizais te garde un anxo” (poema “Infancia”).

Neste contexto telúrico, uma das imagens que mais nos foi sugerida visualmente (apesar de não ser explícita esta conexão) foi o reflexo imenso (aquele que quase cega) da luz do sol reflectida na água, uma luz que cintila intermitente no movimento da água que “brinca entre as pedras” (poema 41). É como que se de um jogo de espelhos e reflexos se tratasse, um caleidoscópio que emite várias imagens e reflexos; a luz e a sombra; o céu e a água; o pássaro e a árvore; o rio e as pedras.

Deste modo, o olhar (ou melhor, a experiência do olhar) assume uma importância crucial no percurso efectuado pelo sujeito lírico e no desvelar dos significados ocultos por detrás das aparências. É a tentativa de mostrar ou aceder a um mundo arquetípico, onde “o olho trabalha e descodifica, ampliando até acadar a cerna oculta, diminuta das cousas” (Seara, 2010: 161). Neste sentido, A luz e as súas cicatrices é um ensaio sobre um eu que se eleva das sombras para a luz (e tudo o que ela contém), qual borboleta que se metamorfoseia e deixa de ser lagarta, cada dia mais perfeita, mais lisa e mais bela. Daí o sentimento de liberdade das amarras e o “rexurdimento” que são evocados no poema 49: “estou no fondo / de min mesma (…) / como algo /inexistente / que se enchese / subitamente: á inmensa dun ceo de luz. / Vibración do anxo presentido”.

*

Para finalizar, concordamos com Luz Pozo Garza (2005) quando refere que este livro é uma “danza cósmica universal de Shiva (…) a través das mans que son cálice de vida” e do sangue que transporta a luz e o sacrifício do conhecimento e da evolução. Como refere a poeta, “Somos un epifenómeno da luz: sen a luz non seríamos. A luz manca, como cando vés depois de ter os olhos pechados. Pero tamén dá vida, e como a vida é un camiño de conhecimento, a luz é a imaxe da busca. Sempre está, como algo que revela, algo que fai ver” (Dopico, 2014). Mesmo que não alcance, o sujeito faz o caminho, ensaia a viagem e o percurso, pelo que, para nós, um dos poemas mais belos de A distancia do tambor seja precisamente aquele que sugere que a peregrinação pela vida é, de todo o resto, o mais importante: “camiño / é en si / o seu propio fin”.

Como última reflexão sobre a poética de Eva Veiga, citamos um poema que nos permite abeirarmo-nos desses lugares distantes e internos por onde a poeta caminha, lugares de sombras, mas também lugares onde a luz espreita, povoando o seu coração e a sua pena do calor que transmite a sua escrita e as suas palavras:

Hai un lugar con auga e canaveiras

na miña imaxinación.

É un lugar de difícil acceso

e non sei realmente o que alí acontece.

O meu corazón detense

a unha distancia prudencial

e vólvese xa remando.

Sen afondar.

(Soño e vértice, inédito)

(in Fernández Naval, 2015).

Bibliografia

Dopico, Montse (2014). “A poesía, a cultura, axúdanos a construír o mundo, sempre que esteamos dispostos a cambiar”, Praza Pública, 27-12-2014. Disponível em: http://praza.gal/cultura/8507/la-poesia-a-cultura-axudanos-a-construir-o-mundo-sempre-que-esteamos-dispostos-a-cambiarr/

Fernández, Daniel (2014). «Eva Veiga: “A palabra permite conceptualizar a emoción”». Vivir na Coruña, 30-07-2014. Disponível em: http://vivirnacoruna.es/eventos-literatura/eva-veiga-palabra-permite-conceptualizar-emocion/

Fernández Naval, Francisco (2015). “Eva Veiga: un vento de amor”. In A noite Branca: Páxina persoal do escritor Francisco X. Fernández Naval, 21-05-2015. Disponível em: http://fernandeznaval.blogaliza.org/2015/05/21/eva-veiga-un-vento-de-amor/

Pozo Garza, Luz (2005). “Eva Veiga: Contra as provas da destrucción”. In Eva Veiga. A luz e as súas cicatrices. Ferrol: Colección Esquío de Poesía.

Seara, Teresa (2010). Os limites da sede. (Revelación da luz na poética de Eva Veiga. Revista de lenguas y literaturas catalana, gallega y vasca, XV, pp. 149-168. Disponível em: http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=3368071

Veiga, Eva (2002). “Autobiografía”, in Centro de Documentación da AELG. Disponível em: http://www.aelg.org/Centrodoc/GetAuthorById.do?id=autor175

____ (2005). A luz e as súas cicatrices. Ferrol: Colección Esquío de Poesía

Vidal Villaverde, Manuel (2010). «Eva Veiga: “O interessado abandono da nossa língua é sintoma do triunfo da mediocridade”». In GaliciaHoxe.com, 06-09-2010.

[1] Entrevista de Manuel Vidal Villaverde (2010).

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